quarta-feira, 27 de maio de 2015

GÊNERO, 11% RELATIVOS E ABSOLUTOS




Ontem assisti a uma palestra pra lá de interessante e esclarecedora. Ela abordava o aspecto dos relacionamentos a níveis moleculares. A palestrante,  uma psicóloga, discorreu sobre um tema tão complexo com tamanha leveza e bom humor que nos manteve cativos durante todo o tempo e nenhum de nós deixou de compreender melhor o "porquê" de algumas coisas . Um assunto tão delicado foi conduzido com tato, simetria e propósito que nos permitiu vislumbrar uma pequena parcela dos nossos deslizes nos relacionamentos.  Parabéns a palestrante, pela condução tranquila e envolvente. 
O tema abordado foi Gênero. As diferenças e divergências nos relacionamentos movidos as particularidades contempladas nos 11% de canecões nervosas que as mulheres possuem a mais do que nós, os homens.  Lembram da costelinha da qual vocês foram geradas? Ai estão os seus 11%.  Fiquei impressionado ao ver que 11% faz toda a diferença. Ele dá a mulher mais capacidade de concentração, dá a ela o seu orgulhoso sexto sentido que para nós homens não faz sentido nenhum. Com esses 11% elas acreditam que fazem mais coisas  simultaneamente do que nós os homens. E realmente o fazem. O que de fato mais mostra desorganização do que eficiências, pois estudos mostram que dedicar atenção especifica para uma tarefa melhora em mais de x% a qualidade do resultado final. Esse 11% também fazem da mulher melhores observadoras de semblantes. Não sei se um homem é capaz de esconder sua irritação quando esta irritado. Talvez as mulheres que são dissimuladas, necessitam deste dom para se entenderem. Nós homens estamos tristes e não escondemos isso. Nosso silencio contemplativo e introspectivo preenche as lacunas deixadas pela fala eterna e duradoura do pedido incansável de ser notada e ouvida com a atenção devida. As mulheres contam suas histórias inserindo mensagens subliminar e querem que sem os 11% delas, nós os seres inferiores,  compreendamos tudo sem a devida concentração necessária.  
Sem machismo ao feminismo, a palestra de ontem a noite foi muito boa. Da mesma forma que nós homens nos descobrimos, as mulheres  também se descobriram. A pouco brinquei com os 11% da maneira “Homem” de brincar, pois como a própria palestrante colocou, nós  somos literais. Aprendemos desde cedo, na mais tenra idade, a olhar o todo e de maneira seletiva e não o que os olhos de nossos pais tentavam nos dizer enquanto brincávamos em seus colos. O tempo para nós homens urge e não temos tempo para divagações ou rodeios.
Entre tantas coisas que nos foram colocadas ontem, podemos entender que as diferenças de “Gênero” nos aproximam mais do nos separam. As mulheres querem atenção e nós buscamos afirmação. Nos nossos relacionamentos nos perdemos nas diferenças, nas pluralidades de sentidos e nas dualidades das palavras quando deveríamos, como a palestrante finalizou, deveríamos nos ater a aceitação do que nós somos e o que nosso par é.

Brincando com o perigo...



Enquanto  as meninas brincavam de boneca e aproveitavam para falar dos meninos, parentes e amigos, nós os meninos, brincávamos de bola e aprendíamos a distribuir funções  e comandar um time. Nossa mente já reconhecia a necessidade de controlar o nosso mundo para mantê-lo em ordem. Gostaria de ver 22 meninas brincando com apenas uma boneca ao mesmo tempo.




As tarefas domesticas executadas pelo homem são realizadas de forma desordenada e ineficiente. Visão de mulher. Para nós a eficiência de execução de qualquer atividade é reconhecida pelo êxito e pela qualidade de execução de uma determinada tarefa em um tempo razoável e suficiente. Como receber a aprovação da mulher na execução das tarefas do lar feita pelo homem, quando os critérios de qualidade e a premissa de necessidade mudam a cada por menor emocional da avaliadora?


Conheço mulheres que além dos 11% absorveram a visão linear, a simplicidade, a literalidade e a necessidade de serem insensíveis. Elas organizam tarefas definindo parâmetros claros, listados com coerências e simplicidades. A maioria dessas mulheres são separadas e criam seus filhos sozinhas e sem perceber escolheram serem objetivas para serem eficientes. 

A palestrante foi muito feliz em nos lembrar que o mais importante não são as diferenças, mas a aceitação delas acompanhadas da valorização do que temos em comum.

As mulheres largaram na frente nessa questão. Elas invariavelmente nos lembram de nossas virtudes muito mais do que nós o fazemos para com as delas. Diga de passagens são muitas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

BONS LIVROS - O ARQUEIRO E O BANANA



Estava com saudades de estar aqui escrevendo as minhas bobagens, elas sempre me fizeram companhia nas horas de ócio e ansiedades típicas de quem volta e meia não tem o que fazer. Mesmo me ocupando com as tarefas da casa me sobra  tempo para a mente vagar abrindo espaço para ideias, lembranças e leituras. Semanas atrás terminei de ler o livro “ Around the World in Eighty Days” e escrevi algumas linhas das minhas memórias nos últimos meses que ficarão no rascunho deste blog até não sei quando. Dos livros que li, dois me chamaram a atenção, um pelo personagem e o outro pela história empolgante. O primeiro eu estou insistindo em ler que é o “O Diário de Um Banana”. Estou tentando acompanhar o cotidiano da vida do garoto Greg Heffley. Minha maior dificuldade são as gírias em inglês, são tantas no livro que tenho que reler quase toda a página para poder entender e mesmo assim não é certeza de entendimento. O livro e um barato e não tem como não gostar do Greg realmente. Ele passa por tanta coisa dentro e fora de casa, as situações constrangedoras e provocações dos colegas na escola são o cotidiano do garoto que mesmo sem muita fé em si mesmo, vai caminhando e vencendo cada etapa com grande aceitação e esperança. Recomendo a leitura.  Detalhe, é recomendado para menores de 11anos.


O segundo, tal qual o primeiro há versões em português. "Rangers - Ordem dos Arqueiros", é um livro em série que surpreende pela narrativa tranquila e contagiante que nos transporta para uma era pré-medieval em algum lugar onde tradições, lealdade, guerras e magia são pano de fundo para uma história bem intensa e empolgante. Quando você termina de ler um livro é quase impossível não passar para o outro. O primeiro é a Ordem dos Arqueiros que tem como sub título, livro 1 as Ruinas de Gorlan e vai até o livro 10 o Imperador de Nihon-já. O valor do livro no site da Saraiva está entre R$14,00 e R$25,00. Vale apena acompanhar as aventuras do jovem Will que sonhava em ser um forte e bravo guerreiro, e acabou ingressando na Ordem dos Arqueiros a princípio para seu desgosto.

Estou lendo também o livro "Mais que um Carpinteiro" e assim que terminar iniciarei a leitura do livro "Autoridade Sobre as Trevas" do meu amigo e pastor Osvaldo Lôbo Jr. e ao término ei darei o meu parecer.