terça-feira, 18 de março de 2014

HAPPY BIRTHDAY TO ME.... FROM SERGINHO AND JACQUELINE

Uma das minhas devoções desta minha nova fase da vida é aprender Inglês. Estou no  Restaurante Manga Rosa bebendo uma Brahma bem gelada e lendo ou tentando ler "Harry Potter" na língua nativa.
A leitura, ou melhor, a compreensão da leitura tem sido gratificante. Estou na página 15 e  há mais de 6 meses. Postei nas minhas memorias hoje uma Reflexão e por ironia, ou tão somente por provocação do destino, cometi alguns dos mesmos erros hoje, os mesmos conhecidos e repulsivos.
Escrevo motivado pela ligação do Serginho e da Jacqueline. Neste instante toca " Muito estranho" de Dalton, vocês nem sabem de quem estou falando. Dalton foi uma cara que fez muito sucesso com apenas duas músicas, essa e outra que tenho dificuldade de lembrar. Velho é uma merda.
49 anos de idade.
Serginho e sua adorável esposa Jacqueline, me ligaram neste instante para me dar os parabéns. A Jacque. Perdão! Toca agora" Sol de primavera". Para quem é da minha época sabe o que esta música representa e se não me engano é de Flavio Venturini.
Caramba! A nostalgia me abre um sorriso no rosto. "...já sonhamos muito, muitos se perderam no caminho... a lição sabemos de cor.."
Nossa! ser velho é uma merda gostosa.
A Jacque me tira do chão ao me ligar, a essa hora não esperava mais ninguém me ligar. O Parabéns é dito meio as pressas, ela cita o Paulo, seu irmão, que manda um abraço e que viaja amanhã de volta para casa em Portugal. Maria Eduarda, Ana Julia também me mandam um beijo. A mãe da Jacque, que anda fazendo rebeldia na casa após uma cirurgia, também me manda um beijo gostoso. Tudo isso me é dito com sua voz forte e com palavras carinhosas, foi muito bom ouvi-la.
O telefone toca de novo.
"uma vez flamengo, sempre flamengo.
flamengo sempre eu ei de ser..."
A voz do outro lado da linha é desafinadamente feliz e eu me pego também cantando junto o hino maior do mundo, o mais querido, o Mengão.
A ligação feita pelo meu amigo Serginho me pega verdadeiramente de surpresa.
-Cara, muito obrigado por lembrar de mim.
Serginho, você e a Jacqueline me deram motivação para escrever agora estas mal traçadas linhas, assim de improviso sem métrica e sem rima.
Léo Jaime toca agora "eu preciso dizer que te amo, tanto" e logo em seguida na voz rouca de Ângela Rô Rô "doi em mim saber que a dor que me guia não guia não, quem dera eu pudesse..." a canção me faz correr a caneta para sair daqui e ver minha amada esposa, pois como diz a canção a vida é bela e só me resta viver.
Nossa! Como é bom ser velho.
Recebi ligações também da Bia, amiga querida e da Patricia, uma das meninas daqui de casa e que hoje vive na Europa com seus tios Thomas e Birgitta que também me mandou um forte abraço e os quais têm a grata responsabilidade de zelar por ela. A todos o meu muito obrigado.
Um beijo também em todos os amigos que me mandaram os "parabéns" via facebook. Não sabia que havia tantos desocupados assim. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrssr.



sábado, 15 de março de 2014

REFLEXÃO

Reflexão,
As portas se abrem e se fecham, e acredite que sempre se fecharão na mesma proporção em que são abertas. Aceitando-se o fato de que nos faltará sempre a percepção de que elas, as portas, se movem por conta e obra divina, devemos nos mover  e aproveitar as dádivas e oportunidades das portas abertas e zelar para que ao serem fechadas não sejam trancadas em definitivo.
De tempos em tempos as lembranças dos nossos dias já vividos nos tormentará e  nos consolará, assim sendo, vive-los com correção nos permitirá ter mais dias amenos do que dias nublados.


O tempo e a memória.
Conceitos e reflexão do tempo através da memória deste velho e cansado coração.
Entende-se que a cada dia o tempo já vivido venha acrescentando em nós as memórias, lembranças virtuais ou marcas indeléveis perdidas sobre e ou sob a derme. Hipocrisia a parte, tenho visto mas não me vejo, e sigo cortejando a nudez alheia sem cuidar da minha bunda que está de fora há muito tempo. Incrível perceber que ainda noto com olhos vidrados as falhas alheias e não as minhas. 

Tento buscar  uma relação entre o tempo e memória a partir da definição destes, busco situações onde haja conexão e percebo que o tempo e as memórias são praticamente indissociável. Sigo escrevendo minhas memórias procurando registrar o tempo em que elas ocorreram com a intenção de não me esquecer de nada e marcar o tempo de minha existência.
Alguns dos grandes pensadores como  Isaac Newton e  Albert Einstein também tentaram interpretar o fenômeno entre tempo e memórias e  não chegaram a uma definição, neste momento  eu procuro fugir da definição acadêmica, penso que sei que é impossível pensar em tempo se não registrar e manter informações e sentimentos ao longo deste. Li em um artigo a seguinte colocação "... pois é justamente através de comparações entre o que aconteceu (passado) e o que está acontecendo (presente) que percebemos que algo mudou, algo passou e que o tempo voou."  Minhas memórias me permitem perceber as mudanças em mim, perceber que algo aconteceu e que não foi apenas ontem mais também nas semanas passadas. O tempo voou.

Por definição uma reflexão deve conter uma análise de fatos ocorridos, situações e pensamentos vividos guardados com carinho, esmero ou escondidos sob os entulhos dos rancores.

Vivi do meu jeito, machuquei, trai, menti, ignorei e considerei os setes pecados capitais uma besteira só, fiz de forma sistemática uso da  Luxúria  e da Soberba vezes sem conta. Olhando para trás, vejo que deixei um rastro de inconformidade e desafetos e mesmo quando procuro aqui registrar os fatos da minha vida, ainda me pego sendo seletivo e egoísta nas escolhas. Não escrevi nada que refletisse realmente algo inteiro de mim e não apenas partes. Hoje me pego olhando para trás na esperança de que as experiências vividas me orientem a não cometer os mesmos erros de outrora. Olhando para trás, percebo que os desafetos e as inconformidades ainda estão por lá, irretocáveis, intactas e incólumes. Não voltei um só momento para corrigir erros, verbos ou frases. Parte de mim se considera ainda acima do bem e do mal, outra parte se apoia em uma formação religiosa (Batista) que me da o discernimento entre o certo e o errado e uma outra parte, talvez a que mais comanda as minhas ações, continua olhando para frente. Na verdade, amontoei corpos, guardei e criei magoas, fiz cicatrizes e machuquei tão profundamente as pessoas que muitas das  feridas ainda não cicatrizaram. Penso que muitas nem se cicatrizarão e mesmo aquelas que por ventura o fizerem permanecerão visíveis sobre a derme. Minha mãe contou uma história sobre um filho que a se ver apresentado a uma tábua cheia de prego afixados pela mãe e foi informado que cada prego simbolizava cada desafeto seu, cada malcriação, desgosto e desagrado,  virando-se para mãe  com os olhos cheios d’água prometeu mudar. Perguntou a mãe se para cada boa ação sua um prego seria tirado. Tempos depois ele olha para a tábua sem um só prego e orgulhoso confronta a mãe indagando que ele tinha cumprido o que prometera, tinha mudado, tinha melhorado. A mãe lhe dirige um sorriso complacente e diz que os pregos se foram, mas a madeira continuava cheia de cicatrizes.
Cheguei a um tempo de minha existência em que a vida começa a tirar mais do que da. Tenho pensado cada dia mais que devemos sentir para ser ao invés de querer para ser.
Reflexões a parte, estou tentando verdadeiramente começar a tirar os pregos da minha tábua de existências. Não estou esperando ações boas de ninguém, estou apenas retirando-os, as cicatrizes ficarão eu sei, mas o tempo com a sua constante apagará de minhas memórias as ações que me geraram tantas cicatrizes. Não dependo de ninguém para desfazer o que foi feito, dependo somente do tempo e este voa.


https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif18/03/2014.

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